Autismo: por que a escola não entende o que o meu filho tem?

Tópicos dessa publicação: Necessidade de Apoio à Criança e aos Pais – Dificuldade de Compreensão e Empatia por Terceiros [Sociedade, Familiares, Amigos, Escola, Profissionais da Saúde] – Sugestões para Pais e Escola

 

Resultado de imagem para child in school behavior problems

Fonte da Imagem

 

Por Audrey Bueno

Quando os pais retratam as dificuldades, a descompensação emocional, as explosões, o mau comportamento e a agressividade de seus filhos quando estes chegam em casa após a escola, após uma festa ou por terem recebido visitas, costumam ser julgados como excessivos, exagerados e até mesmo mentirosos, afinal, pensam as pessoas, como pode essa criança que ‘ficou tão bem’ aqui agir de forma tão desajustada depois? Isso é muito mais comum no espectro do autismo do que se imagina, especialmente quando se trata de autismo de alto funcionamento, ou seja, o lado mais leve do espectro. Não nos enganemos, no entanto, quanto à palavra “leve”, pois ela apenas significa que os comprometimentos da pessoa autista são mais leves em comparação a outras pessoas com autismo, e não em comparação a pessoas sem o transtorno. Se não houvesse prejuízo considerável de uma série de áreas importantes na vida do indivíduo, não haveria todo um estudo médico-científico embasando tais comprometimentos como pertencentes a portadores de necessidades especiais.

A falta de conhecimento sobre a síndrome – e sobre neurologia e psiquiatria de um modo geral – faz com que a maioria das pessoas não entenda o que vê e tenda a classificar tudo dentro de padrões mentais conhecidos. Assim, estereotipias externadas na forma de mãos abanando ou de vocalizações que lembram som de alarme, por exemplo, acabam sendo interpretadas como uma mera brincadeira de criança. As pessoas não sabem que essas estereotipias, assim como o ato de ficar girando, são causadas por funcionamentos alterados do sistema nervoso.

Certamente, não é de bom senso esperar que pessoas leigas, ou seja, sem conhecimento em medicina, saibam disso, mas é de bom senso esperar que elas busquem alguma informação, especialmente se forem profissionais que lidem com pessoas, principalmente crianças, que ouçam os pais e/ou profissionais que acompanham a criança e que não confiem cegamente no próprio julgamento quando algum comportamento foge de um padrão típico de funcionamento. Se a criança acaba chamando a atenção porque chora, gesticula, se dispersa, tem dificuldade de aprendizado, se agita, se retrai, brinca de coisas incomuns ou repetidas, ou demonstra desconforto em situações que não são comumente observadas em relação aos outros colegas, é preciso desconfiar que algo possa estar errado, e a presença de apenas uma dessas características já pode ser um indicativo de transtornos do neurodesenvolvimento.

É claro que desconfiar não significa ter certeza, não somente pelo fato de que uma avaliação adequada precisaria ser feita por um especialista, mas também porque, eventualmente, crianças sem transtornos podem apresentar um ou outro desses comportamentos, mas as palavras-chave são com que frequência e intensidade tal comportamento se manifesta. Havendo desconfiança, a avaliação é sempre recomendada e justificada.

A empatia é fundamental para que essas crianças tenham a ajuda necessária, pois só poderemos ajudá-las se pudermos observar suas dificuldades do ponto de vista delas, e não do nosso. Nós, seres humanos, nunca sabemos de fato como é viver a realidade de outra pessoa, e tendemos a estabelecer julgamentos com base na nossa própria percepção, na nossa própria realidade e consequente visão de mundo, que costuma ser permeada de achismos, ideais, valores pessoais, especulações tendenciosas por conta da nossa história de vida, ilusões e construções estereotipadas culturalmente influenciadas. Colocar-se no lugar do outro é mais difícil do que parece. A verdadeira empatia raramente é alcançada.

Ao contrário do que se imagina, a empatia não é um processo sobretudo emocional. Suas bases estão na razão, no discernimento, na capacidade de reproduzir mentalmente a realidade do outro em vez da nossa, e, para isso, é preciso uma boa dose de abstração e imaginação, que são faculdades da inteligência. É comum que quanto mais instruída, culturalmente enriquecida e intelectualmente desenvolvida a pessoa for, melhor seja sua capacidade de empatia, uma vez que mais facilmente ela conseguirá supor como é estar no lugar do outro. Estudos com pessoas superdotadas mostram que quanto maior o QI, melhor e mais acurada é a percepção e compreensão do sofrimento alheio.

A psicologia explica que a empatia não é uma única coisa apenas, e sim um fenômeno composto de duas partes: a cognitiva – relacionada com a capacidade de compreender a perspectiva psicológica das outras pessoas, e a afetiva – relacionada com a habilidade de experimentar reações emocionais por meio da observação da experiência alheia. Ou seja, para que a real empatia se estabeleça, ela passa pelo intelecto, e não somente pela emoção.

Ver a imagem de origem

Fonte da Imagem

 

DEFINIÇÃO DE EMPATIA

Capacidade de se colocar no lugar de outra pessoa, imaginando como ela vê e sente as coisas do ponto de vista dela e não do nosso, e a partir daí compreender o modo como ela pensa e reage às situações; capacidade de demonstrar respeito pela perspectiva e sensibilidades da outra pessoa na situação em que ela se encontra.

(Audrey Bueno)

Ver a imagem de origem

Fonte da Imagem

Infelizmente, em vez da busca por informação e entendimento, que são os pilares da empatia, o que acaba acontecendo é que a falta dessas duas coisas dá lugar a julgamentos injustos, advindos de crenças populares e generalizações simplistas (toda criança gosta disso ou daquilo, os pais devem sempre fazer isso e não aquilo, etc.), onde uma das primeiras coisas que as pessoas fazem é questionar a capacidade dos pais de serem bons o suficiente para seus filhos, afinal, é comum culturalmente que comportamentos infantis sejam relacionados ao estilo de criação oferecido pelos pais e nunca a algum transtorno ou dificuldade que sejam próprios da criança.

O ser humano tem seu comportamento moldado enormemente por suas funções cognitivas e neurológicas, de modo que a presença de algum distúrbio orgânico possa alterar significativamente o funcionamento mental, emocional, comportamental e social de uma pessoa. A agressividade, por exemplo, tem seu padrão fortemente determinado por aspectos neurológicos que, muitas vezes, não têm a ver com o ambiente em si. É indiscutível a importância do ambiente na criação de um filho e é inegável seu impacto no psiquismo infantil, mas, ao contrário do que muitas pessoas pensam, o ambiente não é o fator central determinante do comportamento-base do indivíduo, ou seja, há outros fatores primordiais que explicam por que lares tranquilos com pais calmos e afetivos podem ter crianças agressivas, enquanto lares agressivos e desestruturados nem sempre produzem uma criança assim.

Do mesmo modo que uma pessoa que sofra um acidente e lese a parte frontal do cérebro, que é responsável, dentre outras coisas, pelas funções sociais, pode passar a apresentar um comportamento agressivo e antissocial que antes não tinha, uma criança com autismo, que também tem alterações nessas e em outras áreas do cérebro, pode apresentar comportamentos que não só independem da disciplina que recebem, como são, muitas vezes, resistentes a essa disciplina.

Nem sempre a criança apresenta um comportamento difícil por falha na criação. Muitas vezes, o estilo educacional dos pais é bastante apropriado, mas a criança não responde e não se adéqua. Além disso, supor que toda dificuldade comportamental da criança se deva à educação que ela recebe é como dizer que a criança é uma folha de papel em branco quando nasce, na qual se escreve, apaga ou se recorta conforme o desejado, e todas as pessoas que já tiveram filhos sabem que isso não poderia estar mais longe da verdade. Pelo contrário, a criança traz consigo um temperamento e tendências próprias, quando não alguns distúrbios, como, por exemplo, o autismo, TDAH ou o transtorno bipolar, de modo que não seja justo e nem lógico atribuir tudo o que a criança é ou faz à criação oferecida pelos pais, mas infelizmente é assim que a sociedade atual, tão carente de informação e entendimento, especialmente em países em desenvolvimento, como o Brasil, interpreta a situação, para aumento do desespero dos pais. Até mesmo profissionais menos preparados seguem por essa vertente, para compensar a falta de conhecimento no assunto, o que pode ser substancialmente prejudicial para essas famílias, que acabam ficando sem qualquer apoio.

É mais fácil culpar os pais ou a criança do que buscar capacitação profissional e/ou reconhecer que não se tem conhecimento suficiente para compreender os fenômenos humanos de forma mais aprofundada.

Quem não conhece o autismo, não compreende que o padrão de expressão emocional dessa criança é diferente do da maioria das outras crianças. Por exemplo, pessoas no espectro do autismo têm sensibilidades em 1 ou mais dos 5 sentidos. Uma dessas sensibilidades pode ser a do tato, ou seja, o toque é percebido por elas de forma diferente da habitual e pode ser sentido de modo bastante desconfortável. Assim, muitas crianças com autismo não gostam de ser tocadas, beijadas ou abraçadas, o que acaba sendo interpretado por algumas pessoas – e até mesmo por alguns profissionais carentes de informação – como sinais de trauma emocional ou falta de demonstrações de afeto satisfatórias em casa. A dificuldade de socialização dessas crianças pode reforçar o falso julgamento e aumentar o arsenal de imaginação infundada sobre a questão.

Outro exemplo da diferenciação no padrão emocional da criança com autismo é quando algo ruim acontece. A criança típica costuma chorar ou demonstrar desconforto imediatamente, enquanto a criança no espectro do autismo pode não demonstrar nada e permanecer imóvel ou indiferente, ou pode, em vez disso, apenas engajar em sua brincadeira repetitiva ou objeto preferido, fazendo parecer que nem se importou, ou, ainda, apenas passa a apresentar mau comportamento, sendo agressiva, chorando por algo aparentemente sem importância, que geralmente nem pareça estar relacionada ao evento estressor. Nem todas são exatamente assim, mas o padrão de reatividade emocional no autismo costuma estar alterado de alguma forma. Na sequência, enquanto a criança típica já liberou sua angústia e deu o problema por encerrado, a criança com autismo foi para casa com tudo aquilo armazenado e, somente quando encontrou seu ambiente familiar e seguro, liberou toda aquela pressão e expressou seu stress. É o famoso efeito “panela de pressão”, que pode reverberar por dias após o evento ruim.

O padrão das consequências à exposição de eventos estressores também é diferente entre crianças com e sem autismo. Crianças no espectro têm mais dificuldade em administrar sentimentos e ocorrências estressantes, cujos efeitos são mais desestruturadores e duradouros, causando distúrbios de sono, alimentação, incontinência urinária e outros sintomas, que podem durar dias ou semanas. E, diferentemente das crianças típicas, a memória privilegiada de crianças com autismo, especialmente as do tipo Asperger, faz com que não esqueçam do ocorrido por muito tempo além do que é comum observar nas crianças em geral. Estudos revelam que crianças com Asperger tendem a transformar situações estressoras em fobias com muito mais facilidade.

Muitas famílias acabam levando o filho ao psicólogo. Se derem sorte de encontrar um que realmente entenda de autismo, podem enfim compreender todo esse mecanismo e mais uma série de outras ferramentas para ajudar a reduzir a ansiedade da criança e automaticamente melhorar seu comportamento geral, além de conversarem com a escola e orientarem os professores. Porém, se esses pais não derem sorte, o que infelizmente acontece muito se levarmos em conta o número reduzido de psicólogos que entendam de autismo – a começar pela própria falta de embasamento nos anos de formação acadêmica – é que o próprio psicólogo acabe achando difícil que uma criança tão jovem possa ser assim tão “dissimulada”, termo esse de uso comum para se referirem à situação habitual daquele que deliberadamente esconde sua real personalidade para revelá-la somente quando lhe seja conveniente. Esse termo, no entanto, não é correto quando falamos em crianças com autismo, pois muitas vezes ‘escondem’ como de fato se sentem por medo, por paralisia emocional, por efeito reativo mais lento, como mecanismo de defesa, e externam tudo isso depois não por conveniência, e sim por necessidade de extravasar a angústia que ficou represada e tentar lidar com ela de alguma forma.

É então que, nas escolas, o problema se multiplica. A formação dos educadores no nosso país, geralmente através de cursos em Pedagogia ou Letras em sua maior parte, não abrange qualquer estudo significativo sobre crianças especiais, de modo que tais profissionais sejam, em sua vasta maioria, leigos nessa questão.

De fato, não é fácil para o professor que não recebeu orientação sobre assuntos complexos como esses em sua formação-base, dar conta de alunos com perfis neurodiversos. O que aprenderam na faculdade foi um conjunto de técnicas que atende somente crianças típicas, ou seja, sem transtornos de neurodesenvolvimento, de modo que o menor desvio desse padrão acabe gerando ineficácia do processo.

No entanto, dada a realidade do ensino brasileiro e a falta de uma estrutura melhor projetada para atender a esses perfis, bem como de profissionais capacitados para tal, o que ocorre é que professores sem o preparo adequado são aqueles que acolhem tais crianças em suas salas de aula, e se veem tendo que administrar uma situação completamente nova e complexa, sem qualquer embasamento para tal. Alguns, mais engajados, afetivos, dispostos e conscientes, buscam informação. Outros ignoram a situação, e consequentemente abandonam a criança à própria sorte numa sala de aula repleta de estímulos assustadores para ela, esperando, ainda, que tenham comportamento ‘exemplar’.

Para contornar esse tipo de problema, as alternativas da escola seriam: receber orientação de professores especializados em educação especial, ter acompanhantes terapêuticos com preparo para atender esse público em sala de aula ou o auxílio de profissionais tais como psicólogos especializados, neurologistas ou psiquiatras. Porém, há escassez desses profissionais nas escolas, os acompanhantes terapêuticos geralmente são estagiários sem muito conhecimento ainda, e outros profissionais, ainda que tenham algum conhecimento satisfatório e prestem alguma orientação, acabam tendo pouco contato com o dia a dia da instituição escolar e dependem na maior parte das vezes da percepção do próprio professor sobre as dificuldades da criança para que as orientações sejam oferecidas e aplicadas, percepção essa que geralmente é amplamente falha pela falta de conhecimento, compreensão e dificuldade em identificar os sinais típicos do espectro do autismo.

Ou seja, o professor, que é aquele que passa mais tempo com a criança em sala e é a pessoa mais diretamente responsável pelo aprendizado e experiência da criança na escola, precisa conhecer o quadro para ser capaz de ajudar. Uma alternativa seria que as escolas investissem na formação de seus professores, capacitando-os para casos especiais, bem como a de outros funcionários que possam circular pelos ambientes da instituição de ensino onde esse tipo de auxílio se faz necessário. Existem clínicas de psiquiatria e neurologia, como é o caso da Clínica Crescer – Núcleo Conexão (em Jaguariúna, SP) – cujos profissionais são altamente capacitados e têm programas específicos para escolas – que oferecem cursos de especialização em autismo, bem como em outros dos principais transtornos de desenvolvimento existentes, mas, quase sempre, por questões financeiras ou políticas, esse tipo de investimento acaba nunca sendo feito. Outra opção interessante seria que o coordenador pedagógico da escola fizesse o curso e depois repassasse as informações essenciais aos professores, o que encareceria bem menos a capacitação.

Vale, ainda, lembrar que os pais costumam ser ricas fontes de informação sobre como lidar com essas crianças, quer seja pela própria experiência do convívio, que os faz serem as pessoas que mais compreendem a criança na maior parte das vezes, quer seja pela própria motivação pessoal que esses pais têm em estarem continuamente buscando informação acerca do quadro do filho. Portanto, a escola deve sempre ouvir os pais. Quanto maior e mais cooperativo for esse diálogo entre pais e escola, maiores as chances de que a ajuda adequada chegue até a criança, sendo tal diálogo ainda mais fundamental quando a escola não conta com profissionais especializados.

Portanto, para que o autismo passe a ser melhor compreendido, é fundamental que todos, mas em especial a escola, que tem um papel central do desenvolvimento da criança, saibam que:

  • Informação é essencial.
  • A formação base nas áreas de Pedagogia, Psicopedagogia, Letras ou mesmo Psicologia não oferecem o embasamento teórico necessário para uma adequada compreensão dos distúrbios de neurodesenvolvimento. É preciso buscar especialização.
  • O autismo tem três níveis de severidade: leve, moderado e severo. Em níveis leves, a natureza dos problemas não é óbvia, mas tem potencial para causar muitos problemas para o desenvolvimento da criança se não houver amparo apropriado; é preciso lembrar que muitos problemas sérios não são evidentes “só de olhar para a pessoa”, por exemplo: diabetes, esquizofrenia, hipertensão, problemas cardíacos – nada disso é visível “só de olhar”.
  • Achismos baseados na maioria das crianças e na experiência escolar dos anos de experiência profissional podem ser perigosos, pois 95% de tudo isso está embasado no funcionamento de crianças neurotípicas, não neurodiversas,
  • Atitude acolhedora não só em relação à criança, mas também em relação aos pais, é essencial para um bom trabalho.
  • Lembre-se que a atitude é fundamental: pode parecer, mas, na grande maioria das vezes, os pais não estão exagerando ao narrar as necessidades especiais da criança. O que parece birra, manha, mimo, falta de limites em casa e teimosia são, na verdade, alterações do cérebro que têm, cada qual, sua explicação técnica-médica e, se analisadas mais a fundo, mostraram suas diferenças, que passam despercebidas por quem já classifica o comportamento como tal antes mesmo de compreendê-lo melhor. Esse tipo de atitude bloqueia nossa percepção. É o mesmo fenômeno de quando vemos uma sombra projetada na parede: você jura que é um pato, mas se olhar melhor, vai ver que são duas mãos.

Fonte da Imagem

Como coloca Mark Hutten, especialista em Asperger e autor do muito acessado site americano My Aspergers Child (Meu Filho com Asperger):

Para os pais:

“Você, pai ou mãe, precisa educar o professor do seu filho.”

Para o professor:

“Ensinar um jovem com Asperger (autismo de alto funcionamento) pode parecer uma tarefa desalentadora, especialmente se você não estiver familiarizado com o transtorno. Mas não precisa ser assim. Se você tem que ensinar um aluno com Asperger, compreender a síndrome é sua melhor preparação.”

 


Sugestão extra de leitura

Dica aos pais: os artigos abaixo podem ser impressos e entregues aos professores, para facilitar e estimular a leitura. Pode ser interessante oferecer ao professor o endereço do blog para que ele tenha onde pesquisar informação fidedigna e se aprofundar mais sobre a síndrome.

Características de Crianças com Síndrome de Asperger

 

Lista de dicas de convívio e manejo de crianças com síndrome de Asperger – para a escola, professores, pais e familiares

 

6 comentários sobre “Autismo: por que a escola não entende o que o meu filho tem?

  1. Audrey, novamente seus posts servindo muito para o manejo com meu filho que está tendo dificuladades no ambiente escolar e por conta da falta de informação, acaba sendo prejudicado por conta das “explosões” uma delas recentemente e que resultou em uma suspensão.
    Muito obrigada !! Ótima semana pra vc.

    Curtido por 1 pessoa

    • Infelizmente, o trabalho dos pais no sentido de educar a escola sobre a síndrome é árduo e leva tempo, mas nunca se pode desistir. Os pais são incompreendidos, a escola se torna, muitas vezes, arredia e indisponível para as colocações deles, mas é uma luta que não se pode deixar de travar. Quando a escola for muito fechada para o que os pais têm a dizer, o que é comum na cultura educacional, talvez seja o caso buscar um psicólogo que entenda de autismo, ou que pelo menos esteja disposto a compreender e pesquisar melhor o assunto, e colocá-lo na linha de frente de contato com a escola e professores, pois, muitas vezes, a escola só vai acatar uma orientação ou ponto de vista que vier de um profissional, mesmo quando ironicamente esse profissional souber menos que os pais. Seja sempre bem-vinda ao blog!

      Curtir

    • Sim, é verdade. Eu chamaria de ‘realismo’ e de ‘correr atrás do prejuízo causado por escolas desinformadas’, pois prepotência é quando alguém se considera superior aos outros e usa de abuso do poder para fazer valer sua autoridade. No caso dos pais que procuram educar a escola, eles estão apenas fazendo um trabalho que a própria escola deveria fazer e que não seria necessário se a escola o fizesse, de modo que o objetivo desses pais não é o de serem superiores ou de imporem autoridade, e sim o de garantir que aquela criança com necessidades especiais não seja oprimida e massacrada pelo sistema. Abraço e seja sempre bem-vinda ao blog!

      Curtir

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

w

Conectando a %s